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Construção Civil se mobiliza contra a
redução de empregos formais
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Empresários da
indústria da construção apresentam nesta
quarta-feira (10) ao presidente da Câmara dos
Deputados, deputado Michel Temer (PSDB-SP) e aos
líderes partidários, posição contrária do setor
empresarial à aprovação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 231/95, que propõe a redução da
jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40
horas e aumenta a remuneração das horas-extras de
50% para 75%. A proposta do setor é que a redução da
jornada de trabalho seja feita por livre negociação
entre empresários e trabalhadores, e não por força
de lei. A ideia é discutir todos os temas que afetam
o mercado de trabalho de forma conjunta, e não
individualmente, principalmente em um ano eleitoral.
O setor teme que a discussão em ano eleitoral possa
afetar a posição dos parlamentares sobre o assunto.
“A jornada de trabalho precisa ser discutida com
calma e imparcialidade, não pode ser afetada pelas
discussões políticas”, afirma Paulo Simão. A Câmara
Brasileira da Indústria da Construção defende uma
ampla modernização das leis trabalhistas para que a
indústria possa acompanhar as mudanças econômicas e
também estimular o emprego formal no país,
contribuindo para a desburocratização e o incremento
da competitividade no setor produtivo nacional. A
mobilização será nesta quarta-feira, dia 10, a
partir das 16h, no Congresso Nacional.
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