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Publicado em 11/06/2018

MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM MARINGÁ ESPERA ANO POSITIVO

A demanda por imóveis no Brasil é de 14,5 milhões de unidades. A estimativa é da Fundação Getúlio Vargas, baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

MERCADO DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM MARINGÁ ESPERA ANO POSITIVO

O déficit habitacional é o principal motor da indústria da construção civil, que já experimenta um 2018 diferente do que foram os anos de 2016 e 2017. Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Norte do Paraná (Sinduscon PR-NOR), José Armando Quirino, a demanda antes reprimida começa a exigir mais opções do mercado.

Em 2016 e 2017, com as taxas de juros altas, crédito restrito tanto para incorporadoras quanto para o consumidor e insegurança gerada pelo aumento do desemprego, o ritmo de vendas diminuiu, gerando aumento de estoque no mercado. Agora, com a taxa básica de juros, a Selic, fixada em 6,5%, podendo ser reduzida em breve, o retorno do crédito e a retomada dos empregos, esses imóveis começam a ser procurados, aquecendo as vendas. A supersafra agrícola na região é outro fator favorável. “Casamentos, divórcios, ascensão social, tudo isso não parou de acontecer. As pessoas tinham uma falta de confiança, que agora retorna”, frisa Quirino. 

Para quem quer investir agora, há grandes chances de bons negócios. Isso porque as construtoras não repassaram aos imóveis em estoque a variação de preços de materiais da cadeia da construção, a exemplo do aço, que chegou a 50% de reajuste nos últimos dois anos. “Estamos com um gap na produção de imóveis de três a quatro anos. Nesse período houve poucos lançamentos. Então, a expectativa é que diminuam as ofertas e os preços subam”, diz Quirino.

Na A. Yoshii Engenharia o período ruim ficou para trás, conforme avalia o diretor de incorporação, Luiz Rogério Venturini. A incorporadora lançou, no mês passado, o primeiro empreendimento de 2018. Em 17 dias, da pré-venda ao lançamento, 50% dos apartamentos (80 unidades), com valor médio de R$ 480 mil, foram comercializados – a previsão de entrega é setembro de 2021. Venturini adianta que esse não será o único lançamento do ano.

Reconhecendo que houve um período de dificuldade, porém, ele destaca que gestão e fatores como a região agrícola fizeram com que apenas a praça de Maringá lançasse um empreendimento em 2017, entre as outras paranaenses onde a incorporadora atua. “Regiões essencialmente industriais sentiram de forma mais intensa o baque da recessão econômica”, explica.

O gerente regional da Plaenge, Leonardo Fabian, também é um dos otimistas. Entre as razões para isso está o aumento de 10% no quadro de funcionários da empresa no segundo semestre de 2017 até o início de maio deste ano, o recente lançamento de um empreendimento na Zona 3, além do maior movimento de interessados no estande de vendas.

“Os consumidores estão negociado mais. Há mais interessados reais. Conseguimos converter um bom número de vendas do empreendimento lançado em abril e pretendemos fazer outro lançamento neste ano, a depender de burocracias e do mercado no segundo semestre”, diz Fabian. 

Diretor da Engeblock Planejamento e Construções, Paulo Lima diz que a empresa estuda lançamentos e tem boas perspectivas. Lá as estratégias de produto continuam as mesmas. “Trabalhamos bastante a planta do apartamento para que todos os espaços sejam aproveitados. O interesse é que o desempenho de uso seja alto”, pontua o construtor.

Para quem comercializa imóveis a preço de custo, é preciso entender as necessidades dos potenciais compradores. Para o engenheiro civil e diretor do Sinduscon, proprietário da Nova Um, Renato Muçouçah, não é qualquer tipo de produto imobiliário que terá saída. “Precisa ser bem localizado e seguir a tendência de imóveis compactos. Esse é um caminho para se manter”, avalia.

Fonte: Assessoria de imprensa Sinduscon NOR/PR

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